O que é o delivery e como aplicá-lo ao seu negócio de restauração
O delivery deixou de ser uma opção complementar para se tornar um canal de venda de pleno direito. Muitos estabelecimentos de restauração já realizam uma parte significativa do seu volume de negócios graças à entrega ao domicílio, sem terem precisado de ampliar o espaço nem de contratar mais pessoal de sala.
Se pondera lançar-se no delivery ou se quer compreender melhor o seu funcionamento antes de dar o passo, este guia explica-lhe o que é, em que se distingue do take-away e como implementá-lo de forma estruturada.
O que significa delivery
O delivery é um serviço pelo qual um estabelecimento entrega os seus produtos diretamente no domicílio do cliente, ou na morada que este indicar. O cliente faz o pedido (por telefone, site ou aplicação), o restaurante prepara-o e um estafeta entrega-o no destino.
A diferença em relação ao take-away é importante: no take-away, é o cliente que se desloca para levantar o pedido. No delivery, é o restaurante que assegura a deslocação. Esta diferença tem um impacto direto na logística, nos custos e nas embalagens.
Embora o termo «delivery» seja por vezes utilizado como sinónimo de «venda para levar» em sentido lato, na restauração a distinção é essencial, porque os processos operacionais são diferentes.
Delivery vs take-away: principais diferenças
| Critério | Delivery | Take-away |
|---|---|---|
| Quem se desloca | O restaurante (estafeta) | O cliente |
| Onde é consumida a refeição | No domicílio ou noutra morada | Onde o cliente decidir |
| Custo adicional | Sim, geralmente (taxa de entrega) | Não, em geral |
| Logística necessária | Entrega própria ou plataforma externa | Nenhuma |
| Embalagem necessária | Mais resistente, mais hermética | Standard |
| Zona de ação | Limitada pelo tempo e pela distância | Em redor do estabelecimento |
Os dois modelos podem coexistir no mesmo estabelecimento, e é até o caso mais comum. O take-away gera volume de negócios com poucos custos adicionais, enquanto o delivery alarga a clientela àqueles que não podem ou não querem deslocar-se.
Vantagens de integrar o delivery no seu estabelecimento
Implementar o delivery implica custos iniciais (embalagens, plataformas, logística), mas os benefícios são claros se o sistema estiver bem estruturado:
- Alarga o seu raio de clientela sem ampliar o espaço. O seu restaurante pode ter 30 lugares, mas o seu serviço de entrega pode chegar a centenas de lares num raio de vários quilómetros.
- Acrescenta um canal de venda independente. Em períodos de baixa afluência na sala, o delivery pode compensar parte do volume de negócios. E em certos períodos em que o serviço de sala está fechado ou limitado, pode tornar-se o seu único canal ativo.
- Chega a clientes que nunca virão ao local. Algumas pessoas saem pouco para ir ao restaurante, mas encomendam em casa. O delivery permite aceder a este segmento.
- Reforça a sua visibilidade digital. Estar presente nas plataformas de entrega equivale a aparecer num diretório de restaurantes consultado por milhões de pessoas, uma visibilidade difícil de obter de outra forma sem orçamento de marketing.
- Moderniza a imagem da sua marca. Um estabelecimento que gere corretamente o delivery transmite uma imagem profissional e adaptada aos hábitos de consumo atuais.
Como implementar o delivery passo a passo
1. Analisar a viabilidade antes de começar
Nem todos os estabelecimentos são adequados ao delivery, consoante a localização ou o conceito. Antes de investir, faça estas perguntas:
- Existe procura de delivery na sua zona?
- Os seus concorrentes já o propõem?
- A sua cozinha está adaptada ao transporte dos pratos?
- Consegue absorver mais pedidos sem degradar o serviço de sala?
Se a maioria das respostas for sim, pode avançar. Caso contrário, é preferível corrigir certos pontos antes de se lançar.
2. Adaptar a ementa ao transporte
Nem todos os pratos são adequados à entrega. Alguns degradam-se, perdem textura ou apresentação. Selecione os que cumprem estes critérios:
- Mantêm a temperatura durante o trajeto
- Não perdem a textura nem a apresentação
- São fáceis de produzir em volume
- Têm uma margem suficiente para cobrir embalagens e logística
É normal ter uma carta de delivery reduzida em relação à do restaurante. Isso simplifica a produção, acelera o serviço e reduz os erros.
3. Escolher a embalagem certa
É um dos pontos mais críticos, muitas vezes subestimado. A embalagem de delivery deve suportar condicionalismos mais fortes do que a de take-away: transporte mais longo, movimentos do estafeta, conservação da temperatura.
Os critérios essenciais são a estanquidade, a resistência térmica (quente ou frio consoante os pratos) e materiais que não alterem o sabor nem os odores.
A embalagem é também uma ferramenta de marca: o cliente vê a sua embalagem antes de ver o seu restaurante. Uma embalagem cuidada e de qualidade cria uma primeira impressão forte.
4. Escolher o modelo de distribuição
Tem três opções principais:
- Entrega própria: gere os seus estafetas. Controlo total sobre a experiência, mas custos fixos mais elevados. Mais rentável com grande volume.
- Plataformas externas: a Uber Eats ou a Just Eat dão-lhe acesso à sua base de clientes mediante uma comissão.
- Modelo híbrido: combinação dos dois. As plataformas trazem volume, o seu canal próprio (site, telefone) permite manter mais margem.
Para começar, recorrer a uma plataforma é muitas vezes a solução mais simples.
5. Definir os canais de encomenda e de pagamento
O processo deve ser simples: se o cliente demora demasiado tempo a encomendar, desiste. Principais opções:
- Telefone: simples, mas limitado para gerir vários pedidos
- Site: mais autónomo, sem comissões
- Aplicações de plataformas: integração imediata com a sua base de clientes
Ferramentas como a Otter ou a Deliverect permitem integrar os pedidos na cozinha e no sistema de caixa. O pagamento online é hoje o padrão: reduz os erros e acelera a entrega.
6. Definir prazos realistas
O tempo de entrega é um fator-chave de satisfação. Um prazo cumprido, mesmo que longo, é mais bem percecionado do que um prazo curto não cumprido.
Fixe um prazo realista e comunique-o claramente. Em caso de atraso, informe rapidamente o cliente.
7. Comunicar o lançamento
Lançar o delivery sem comunicação é perder grande parte do seu impacto. Ações recomendadas:
- Publicação nas redes sociais
- Story no Instagram ou destaque dedicado
- Mensagem aos clientes fiéis
- Oferta de lançamento (desconto, produto oferecido, entrega gratuita)
FAQ: o delivery na restauração
O que é o delivery?
O delivery é a entrega de refeições ou de produtos no domicílio do cliente, ou na morada que este indicar, pelo próprio estabelecimento ou através de uma plataforma.
Qual a diferença entre delivery e take-away?
No take-away, o cliente vem buscar o seu pedido. No delivery, é o restaurante que assegura a deslocação até ao cliente.
É necessário recorrer a uma plataforma para fazer delivery?
Não. Pode entregar você mesmo, recorrer a uma plataforma ou combinar as duas. Para começar, uma plataforma é muitas vezes a solução mais simples.
Que embalagem escolher para a entrega?
Uma embalagem estanque, resistente e adaptada à temperatura dos pratos, que não altere o sabor nem os odores.
Conclusão
Bem preparado, o delivery é uma alavanca de crescimento sustentável para o seu estabelecimento, e a embalagem é um elo fundamental. Descubra as embalagens para levar da Covr para equipar o seu serviço de entrega ou contacte-nos para ser aconselhado.
